{ contato | quem somos | falo }
{ últimas | salada mista | das caixas velhas | obras | nossa gente | mosaicos | verticais }
{ quem somos }

.

aqui agora é um 'quem fomos'

fiz este site em 96 para ser 'meu lojinha'
pra ser visto e poder me ver ... um phei sibuki
atualizo fotos e textos sem a disposição original
encerro quando cumprir o último objetivo

reformei em 2005 , só
e o websiter sumiu no ôco do mundo
...

fundei a my zoom em 1990
incitado por um amigo interessado e sócio
ele se mancou e caiu fora em um ano, paguei
a idéia era 'mais uma' tentativa de melhoria

na jucerja, em 2014, 'garfaram' minha marca,
disseram que 'já existia', insisti que era eu mesmo
tentei de novo e a mesma resposta, sem explicações
fui vendido e comprado e meu contador nem foi lá ver

"o governo não é a solução para nossos problemas.
o governo É o problema ! "
r. r. 1981

"isto é jogo 'robado ! "
n. n. 1989

está inativa e à deriva desde 2015
a sêca de trabalhos começou em 2008

mais esta:
mostraram-me um paulo romeu no facebook
silhueta de fernando pessoa de chapéu e montanhas
não faço idéia de quem seja, mas conheci quem seria capaz

>> não freqüento nenhuma rede social ! <<

'funciono' com email - o mesmo há 25 anos.
em casa 35 3713-5704 - sem mais celular
. . .

o que fiz:
fui pro rio por gostar desde a infância, férias
acho que vi os últimos 20 anos do rio bom
bons cheiros, fácil mobilidade, boa comida
a música então ajudava, lembro e relembro

lá tive 3 filhos e depois de 44 anos precisei voltar

hoje não é muito difícil administrar saudades
algumas se transformaram em lembranças
e estas, a fatos proveitosos
não arrisco definir isso

a vida é um ensaio e a gente se convence
a memória é que não esquece nem enfraquece

nunca me achei artista, mas técnico criterioso, apaixonado pelo ofício
por isso fugi da escola antes de terminar eletrotécnica em poços
era pirralho pra ser 'subversivo' e a cultura nossa, medíocre
sabia que me faltava orientação para coisas fundamentais
até hoje aprendo o que deveria ter noção aos 15 anos
e minha turma só queria um 'empregão' na alcoa
eu não me esforçava pra estudar chatices

no rio de janeiro, lugar de acomodados,
eu, mineiro atrevido, desempenado e criativo
muito disposto a desenvolver o que aparecesse
fui alvo de assédios, intrigas, ardis, e arrogância
na época me chateei, hoje vejo que até me ajudaram

minha disposição era o que incomodava, não sou de rebanhos
tentava ser rápido e eficiente pois precisava e acreditava
foi assim que consegui desenvolver métodos próprios
hoje posso entender em parte a guerra que vivi
fiz o melhor que podia com o que tinha

comprava máquinas velhas e reformava pra trabalhar
arriscava prazos curtos sem estrutura e conseguia.
...

carreira resumida, aleatóriamente, na minha versão
há coisas por lembrar e faltam as que não faço questão

no rio em 71, empregos a escolher
mafra, colorart e multicolor, mestrados
em 75 já tinha meu próprio laboratório
então não precisava mais procurar clientes
nem fuji nem kodak: sou cria da agfa-gevaert
arte fotog em poços, iluminação e estúdio no rio
minhas faculdades foram 2 grandes laboratórios
fui fotógrafo e colunista policial num jornal em rp
aos 17 anos já vislumbrei a 'imparcialidade' da mídia
lá também fiz muito casamento, formaturas e festonas
piloto de colormat, varioscope e durst 1000, componons
fiz muito trabalho pra medalhões, era fera nas ampliações
em 73 já sobrevoava o rio e o brasil com, pela e para a votec
fotografei muito avião e helicóptero de helicópteros e aviões
vi a renúncia do nixon no aeroporto de belém, desentendido
mpm, standard, r. kastrup, mccann, jwt me deram trabalhinhos
fazia laboratório pra jacques van de beuque e o marcel gautherot
fui amigo e provedor das ampliações de paula laclette, a botânica
de 73 a 83 servi à 'pétobráis', terceirizado, fotografando seus ossos
vi luxos, buchos e muitos caviares, hoje me revolto, mas precisava
nunca vi quem se referisse a ela pelo que é e sempre foi, seus custos
no 3º escalão fui 'convidado' a doar uma moto, dei o capacete e saí
de 78 a 2002 ajudei 'seu' oscar niemeyer a apresentar seus projetos
suas observações claras me ajudaram a evoluir bons pontos de vista
no plano cruzado fui atrás de trabalhos de engenharia, não parei mais
fotografei para as maiores empreiteiras e grandes escritórios de projeto
com nossas fotos foram feitos dezenas de viadutos, centenas de canais,
reformas de estradas, urbanização de praças, favelas, estudos viários,
centenas de kilômetros de "terra incógnita" para linhas de transmissão,
complexos penitenciários, industriais e esportivos, terrenões, fazendas,
anéis viários, 200 km de rios em escala 1:500, vielas pra asfaltar, becos,
grandes trabalhos e as implantações estudadas com nossos vôos e fotos
de 92 a 2004 fiz fotos verticais pra quem sabia que eu fazia, ajudei na
rapidez dos projetos, pela nitidez nos detalhes, evoluindo o que podia
pedia 'autorização' a famigerados para fotografar nos seus territórios
entrei de moto, só, até no morro do alemão para um estudo de obras
um major pm pediu que eu lhes desse palestra com 'máscara ninja'
em 78 colaborei nas exposições do 'programa nuclear brasileiro'
fotografei 70 fazendas do tempo do império para um livro chic
trabalhei para 3 grandes editoras e participei de outros livros
em 81 fiz uma fábrica de molduras auto-adesivas, quase me fui
fotografei e filmei o engenhão, da sua fundação à inauguração
fiz a produção e montagem de painéis no espaço lúcio costa
e claro, do espaço niemeyer também, tive a melhor ajuda
para o banco central, exposição eco 92 e a nota do gaúcho
fiz 70 painéis da exposição 'arquitetura de terra' no mam
festinha no oscar, coquetel oferecido por uns franceses
tomei um porre com darcy ribeiro, acho que empatei
no falatório, lembro que de religiões ... e mulheres !
oscar nunca me convidou pra beber, eu era 'muito bebê'
ele sempre pedia pra eu contar minhas viagens de moto
não dele, já recusei uma 'boca' no ministério da cultura
agradeci, vi que teria de usar coleira e ficar na brasilha
tempos em que secretários me pegavam pelo braço
governador me mandava emissário 'pra furar a fila'
empresas de aerofotogrametria me pediam covardia
entre 86 e 91 trab... me diverti com o sérgio bernardes
de 78 a 83 aprendia a fazer esculturas em madeira
tive que parar pra não perder os ganhos e poder prover
em 83 e 84 fotografei enduros em praias e montanhas
e agora vejo, me divertia mais que os competidores
fiz fotos aéreas para univ. harvard, landscape dept,
um jardim de burle marx na fazenda marambaia
reproduzi arte contemporânea para galerias tops
fui duas vezes à escolinha do professor raimundo
depois tive no estúdio o rolando lero, cascatinha,
seu perú e samuel blaustein; drummond cantava.
a pedido do oscar, fiz as bandeiras do parlatino
fotografei p/ a ufrj; coppe, lab hidrologia, ime,
dei uma aula na uerj sobre foto-interpretação
servi 20 anos a sérgio dias e ricardo amaral
colaborei 10 anos nos projetos do chacel
comecei um livro para joaquim levy com
o escritório de burle marx em 2014
já tinha levado ele ao meu buteco
e 'dilma tirou o joaquim de mim'
em 79 fiz fotos da obra de Itaipú
falta o que esqueço de lembrar
e o que não se deve falar
cada caso uma história
com tantos detalhes
.
.

vida suculenta e frenética de fotógrafo freelance
muitas vezes de motorista e camarote, os paparicos
quase sempre de motocicleta, por gostar e ser rápido
vi de perto muito mais que esperava, situações íntimas
fotografei muita gente trabalhando de me dar vergonha e
me envergonho de ter ajudado folgados fingindo trabalhar

ajudei em muitos projetos cujos únicos objetivos eram ser só projetos
relatórios mirabolantes que exauriam verbas e minavam o resultado
obras coloridas que prontas, arruinavam-se por 'falta de recursos'

"paulo, tenho 34 mil no fundo e preciso gastar senão
perderei verba ano que vem. faz alguma coisa pra mim!"

algumas vezes uns e umas, riquinhos, sobrinhos, netas de chefões
voltavam de férias com uma nikon pendurada no pescoço
'viravam' fotógrafos, faziam livros-brinde, folders,
até se cansarem ... aí eu continuava
fotografando os ossos

mas tive sorte com os engenheiros que mudavam de emprego
e me chamavam para suas obras em suas novas casas
a prefeitura ajudou: queriam as 'minhas' fotos
assim conheci as grandes construtoras

achava muitas coisas fáceis, noutras não levava jeito
justificativas não explicam nem justificam
trabalhei pra mocinhos e bandidos
entreguei serviços medíocres
não podia escolher clientes
nem perder chances
euieu, só

cabeçadas, normais, na teimosia, necessidades
abobado com elogios, não evoluí o que devia
trabalhos gratificantes, euforias efêmeras
às vezes recebia mais do que merecia

faria melhor não fossem as pressas
o que só atrasa a vida da gente
carrego minhas vergonhas
idade das confirmações

hoje tudo fica mais simples
sempre há fichas pra cair
e muito que não sei
é mais o que sei
.
.
.

na década de 90 só fiz acréscimos
mas depois, por 7 anos perdi o foco e a paz
ralei as certezas e as ilusões neuróticas
vivendo entendimentos provisórios
remorso, o de ter ido tão fundo
em mel e fel, concentrados

ressentimentos, os naturais

nisso fiquei cego às transições tecnológicas
câmeras digitais, celulares, novas produções
colegas se afundavam e eu os desmerecia
evoluções que não tinha tempo de ver

só tendo 'perdido' é que vi o que de fato há, o que fica
e o melhor foi aprender a ver o que não preciso

"o destino conduz o que consente e arrasta o que resiste.
- Sêneca

a vida não permite descuidos, mas
enquanto vida, é sucessão de renascimentos
dissolvendo dúvidas as ansiedades murcham

digo que naquele tempo não sabia que já sabia

. . . .

criado em laboratório, consegui montar um de primeira linha
via caras e satisfações que valiam mais que o pagamento
mas tento até hoje refinar a composição, o básico

o que fiz ou deixei de fazer, fui eu mesmo que fiz ou não fiz
sempre foi do meu bolso que montei, contratei e realizei
assim me mantive nas pontas por uns 25 anos
fui útil e eficiente por minha conta
pra mim é 'o mais principal'

só e dedicado às correrias dos outros, me desatentei:
com o google-earth atualizando-se diariamente
e os 'malditos' drones que, brincando,
fazem bonito o que nunca consegui

tentei dominá-los mas não deu certo, conflitos de atenção
frequentei os aeródromos dos velhinhos e de riquinhos
indisposto com a idéia de montar mais uma equipe
já com preguiça de aturar envolvimentos com
animadinhos(as), afetados(as) e folgados(as)
com bronca de 'espertos' e de puxa-sacos
pois, já criei corvos e cobras

mas fiz 3 boas crias

simultaneamente vieram as 'marolinhas':
depois do susto de wall street em 2008
grandes clientes reduziram e frearam
suei pra receber trabalhos entregues
nada mais desagradável que cobrar
então fiquei só fazendo propostas
e o telefone, amigo, ficou mudo
fora outros silêncios

o mundo se afastou de mim
.
.

fotos aéreas:
provavelmente voei mais de mil horas fotografando
vivi várias panes e três situações quase fatais
num, 'guardados' na serra de petrópolis,
valeu meu conhecimento do terreno
guiei ao pouso o piloto catatônico

conhecido por dar a proa de longe
diziam que eu tinha um gps na cabeça
desenvolvi boa antevisão às mudanças de tempo

foram bons amigos, todos. estão nas boas saudades
até hoje, às vezes, sonho que estamos voando
.

quando me contratava, todo cliente estava empolgado
voando na baixada fluminense, procurando terrenões,
um gringo, vendo aquele mar de pobres, disse no vôo:
"vamos venderr muito sabón e macarrón!"

mas dava gosto participar de outras finalidades
que às vezes nem cobrava - iniciantes e estudantes

como este, numa obra bonita e bem feita:
barragem de ilha dos pombos, rio parahyba, março de 96
o engenheiro, 25 anos, gritava emocionado no vôo:
"olha paulo, fui eu que fiz, eu que fiz !!! "

e pra peãozada também
presenteava com as ampliações que sobravam (fazia 10% a mais)
eles mandavam pra família e os amigos verem o que faziam no sul
no metrô botafogo deixei de uma vez 10 kg de ampliações A4

mas também tinha que ouvir de clientes 'amigos':
_"o paulo não sabe ganhar dinheiro!" (chefetes da prefeitura)
e de ajudantes bem agraciados: "_ o paulo não tem ambição!"

nunca associei fotografar e administrar uma firma; deficiência nata
a ida a uma obra longe era o bom passeio de moto ou helicóptero
a produção da encomenda era meu orgulho de boa técnica
e a grana distribuida a merecedores e tomadores
achava que os contadores fariam sua parte

meus privilégios foram ter grandes e bons trabalhos
direito, o de dar 1/3 de tudo a um estado ingrato,
muita vez antes de receber

benefícios, o único que já ganhei
foi cumprir em liberdade uma pena de 3 anos
por matar um gambá comedor de galinhas da mãe
foi com arma de fogo e um vizinho me denunciou
minha juíza foi a mesma que julgou o elias maluco (!)

entendo à tarde o que não consegui de manhã
e, se tudo que tentei tivesse dado certo
nem quero pensar como estaria
meu bom anjo da guarda.

. . .

então,
sou grato à minha vó Sabina (1886-1975) neta de bugra pega a laço,
que me ensinava, aos 5~8 anos, fazer os brinquedos dos seus irmãos
assim desenvolvi as habilidades que me serviram muito
ainda lembro algumas de suas histórias,
ela chamava 'coisas dos antigos'

aos meus 3 filhos ativos, minhas medalhas, espelhos e sementes
Marcos - uerj, ufop, ufla, unifal, doutor, pai de Pedro e Lis
Cecília - puc, ufla, uma mestra que rala com bichos em Mariana
Paula - usp, unicamp, univ lyon, ora bela e boa mãe do Théo
por quem me fiz precisar e me dão o gosto de ser gostado
mais a chance de me passar a limpo com os netos
são os bons resultados

devo aos bons professores: maria enir (em 1 mês li e escrevi), tio hominho,
luis carlos de oliveira e silva, nadir gavião, eunice frizon, nicola romano,
irmão gregório, carmelo luíses, padre jayme sullivan, mariano jacon,
primo fantozzi, júlio bonazzi, wilson moura, carl hilmer, carlos moscovitch, nelson kenji osanai, joaquim schultz, fátima boller, yedo cavalcanti (dr iodo), manuel san martin (manolo), lula campello, anne lore, márcio manela,
cláudio poubel, , elias guimarães, eduardo baron, maria d'alva, 6são e divina, padre zézinho na marcenaria em 1961
tenho um pouco de cada um e muito de todos.
tiveram paciência comigo

e também aos donos da verdade, que, sem opiniões maduras,
nada demonstram, 'ensinam' o que pouco entenderam,
têm 'certezas' que não resistem a duas perguntas
que os irritam e partem pras ofensas

são os do contra, necessários, dão o que nem se espera
ajudam a gente a desenvolver discernimento
estimulam a procurar melhor
e a nos ver, ... capazes
dão medo

há que saber pq precisam ser assim

.

a um gato gaiato e uma gata sofisticada que se mudaram pra cá
ele, um animal ninja, investe em qualquer cão que se meta
ela não o suporta, só cria caso, como sóe
não vivo mais sem estes bichos
e os tantos passarinhos que vêm pra comer
até agora contei 19 espécies, 5 só de beija-flor
.
.

quando puder, passo a régua nas obrigações a cumprir
e também tenho muitas gratidões acumuladas
pois,
não há prazo de validade carimbado no meu braço
enquanto as coisas não se acontecem, acontece muita coisa

"esperar é um à-toa muito ativo". gr

quando posso, vou aos 'sertões' desta região privilegiada
conhecendo uns lugares que só ouvi falar na infância,
motor 2t - o som da motocicleta - cheirosas fumaças
fujo dos asfaltos, vacas, cachorros, chuva e tombos
marco tocos velhos pra cavucar um dia, paro fácil,
'panho' goiaba, 'casco laranjas ', cheiro folhas,
bebo água de mina e acendo meus pitos
ouvindo o lugar, de perto e de longe.

boas chegadas,
vou às comidas simples, pingas e cafés de verdade
caipiras cheirosas, 'orgânicas', caras limpas
saudáveis, desmentem as feministas
não se afirmam, não provocam
nem dão risadas ardidas

"... o rir um pouco rouco, não forte,
mas abrindo franqueza quase de homem,
sem perder o quente colorido, qual,
que é do riso de mulher muito mulher,
que não se separa de todo da pessoa,
antes parece chamar tudo pra dentro de si."
g.r.

nas cozinhas, onde as melhores conversas
quando não pego uns restos, fazemos
comemos no sol, trocamos histórias
ambientes relíquias

não fotografo estes rostos
não tenho a soberba dos medalhões arrogantes
nem a cara de pau dos exploradores de tipos sofridos

'linháis', as fotos limitam e até dissolvem as lembranças
laqueiam o vivido em movimentos, sons e cheiros
numa só imagem quieta e fria
...

freqüento o mercado (fim da linha?)
conheço os velhinhos que sabem muito daqui
da vida de um mundo de pouca regra, nas dignidades

outro dia, quis saber de um carreiro aposentado
seu Jair, 92 anos, perguntei:

_ qual era a velocidade de um carro de bois ?
. . . quanto vc andava num dia de viagem ?

ele parou, olhou pro chão ... pra mim ... e disse mansinho:

" _ O boi anda na toada da cantiga do carro ! "

calei a boca, pra que mais ?

.
{ my zoom fotografias © copyright 1990-2019 my zoom | todos os direitos reservados }